Muitos profissionais avaliam o desempenho de um Gêmeo Digital comparando suas inferências com os valores medidos em laboratório, que costumam ser obtidos com menor frequência, na ordem de horas. Essa abordagem, por permitir uma comparação direta e quantitativa e o uso de rigor estatístico, parece uma maneira conveniente de validação. No entanto, essa estratégia não captura toda a riqueza de informações geradas pelo Gêmeo Digital e pode levar a conclusões equivocadas.
Na OPTIMATECH, entendemos que a avaliação de um Gêmeo Digital deve considerar não apenas as comparações diretas com dados laboratoriais, mas também outros métodos complementares. Vale ressaltar que as incertezas associadas às medições de laboratório são distintas das incertezas associadas às inferências baseadas nos dados de processo, pois amostragens e análises laboratoriais geralmente não incluem réplicas, ou utilizam amostras compostas que podem subestimar o erro real de cada medição individual. Além disso, análises de engenharia, como balanços de massa e energia ou comparações com modelos termodinâmicos e fluidodinâmicos, são fundamentais para validar a coerência dos resultados gerados pelo Gêmeo Digital.
Por isso, a avaliação do desempenho dessa tecnologia deve ser conduzida com cautela, combinando diferentes abordagens para garantir uma validação robusta e confiável. Afinal, a inteligência do Gêmeo Digital vai além das medições convencionais, fornecendo insights valiosos para otimizar a operação industrial de maneira mais ampla e precisa.